Test Drive Unlimited 2

Publicado em 11/01/2012 |


Test Drive é uma série nascida em 1987 e talvez tenha sido pioneira em muitos aspectos. Principalmente no técnico. Mas assim como muitas franquias de hoje em dia, ela é só mais uma brigando por um lugar ao sol, ou melhor, uma fatia no mercado. Se falar sobre o final dos aos 80 e falar sobre séries que inovaram em algo que tiveram rivais mais novos  ultrapassando feze vir a palavra Alone in the Dark na sua cabeça, ponto pra você.
A série (Test Drive, cara!) passou por vários experimentos dentro do universo corrida. Podemos citar jogos de Off-road e carros cacarecos. Não deram muito certo de fato, e temos agora o espírito de volta: carros luxuosos, pistas extensas em um favorecimento maior ao modo arcade. O nome Unlimited quer passar a sensação de que você tem um enorme lugar a explorar, e nisso estão certos. Muita gente acha que a série não continua dando certo, mas esse é o preço que se paga quando você quer demonstrar somente uma maravilhosa qualidade e deixar os outros quesitos apenas medianos. Mas será que a liberdade no jogo é somente o que ficou interessante?
Se numa ponta temos o Test Drive Unlimited 2, na outra ponta extrema temos o Gran Turismo de PSP. Peguei o jogo do portátil e assim como a maioria das pessoas fiquei desapontado em saber que o jogo não oferece modos de jogatina que possam mesmo me dar vontade de jogar. Test Drive Unlimited II tem muitos erros técnicos, mas o que você pode fazer e a importância dos elementos empregados no jogo trazem à tona o velho e controverso dito de que gráfico não é tudo.
Começamos pelos gráficos. Eden, a desenvolvedora do jogo escreve o mesmo dentro de uma engine com o mesmo nome da empresa. Basicamente é uma engine formatada para rodar um mundo aberto com fortes características no ambiente natural. Ibiza e Hawaii, que são os dois mapas completos presentes no jogo são o alvo da engine Eden. O resultado é espetacular e funciona muito bem em qualquer horário do ciclo diário. Você viu elementos climáticos se juntando e fazendo dias diferentes e maravilhosos em Red Dead Redemption, e posso dizer que quase o mesmo pode ser sentido no TDU II. Muita coisa teve que ser sacrificada, como o Draw Distance de algumas coisas que parece simplesmente estranho. Algumas coisas brotam do nada como objetos emergindo de um liquido. Do céu azul, brota uma montanha ou arvoredo como um óleo surgindo na pintura. Mas em elementos gráficos mais generalizados como grandes campos ou praias você poderá subir numa colina e perder vários minutos olhando a beleza de alguma praia. Outra coisa que sentimos muito falta é a presença de pessoas no mundo. As roças, distritos, cidades, metrópoles do mapa são totalmente fantasmas. Não sei dizer se isso é uma limitação da engine ou se é um tipo de prevenção moral. Os únicos humanos que vemos são aqueles que precisamos mas desenvolver atividades sociais simuladas com um NPC ou algum avatar no modo multiplayer. São vendedores de carros, agências imobiliárias, médicos, atendentes…
Uma coisa curiosa é que em todos os casos são mulheres que estão no trabalho. Parece que falta homem em Ibiza e Hawaii. Homens somente atrás dos volantes, juntos com outras mulheres competidoras. Se ainda fossem mulherem lindíssimas de ser ver, eu diria que isso é o paraíso completo (certo que eles quiseram fazer isso), mas os modelos humanos são feiosos e robóticos. Não possuem características fortes. Ou seja, parecem que ainda moram na geração passada.
Na parte do som contamos com somente duas estações de rádio para ouvir enquanto corremos: uma com rock e outra com dance. A primeira trás uns rocks muito duvidodos.A outra dispenso quase que por completo por questão pessoal mesmo. Salvo a música da banda Passion Pit. Falando em banda é esperado que não hajam bandas muito populares nas rádios. Até onde lembro a coisa mais popular que  ouvi ali foi Danko Jones.
Ainda bem que temos como colocar nosso som favorito no console ou computador e abaixar o som do jogo. As radios trazem comerciais no estilo GTA e falham miseravelmente nas piadas, e que ainda por cima são repetitivos.
Na parte de efeitos sonoros temos toques suaves, nada de coisas que podem fazem seu home theather tremer, como o famigerado Need for Speed. Afinal o jogo leva uma onda mais sport. Em suma está mais pra mansão do que gueto. Os efeitos sonoros dos carros estão simplesmente normais.
Agora vem a parte que mais interessa: a mecânica do jogo.
Você começa o jogo como um Zé Ninguém, e no micro roteiro do jogo eles fazem questão de frizar isto. Você, um ou uma manobrista é reconhecido por um de seus patrões. Uma chance é dada para entrares no mundo das corridas, inclusive para o programa Solar Crown, que mostra competições nas duas ilhas. É somente mais um jeito de contar a mesma história, mas que se dane. Nos outros estilos de jogos estamos matando aliens, catando cristais ou salvando os EUA – sempre. Então tratemos de sossegar um pouco antes de apedrejar.
No começo você talvez sinta uma certa agonia pelo fato de parecer extremamente trabalhoso obter um carro. E é aí que começa o prazer no jogo. Pois que após conseguir uma certa grana pra comprar aquele carro usado ou novinho você terá de conseguir grana para comprar também uma casa, que contém uma garagem, com limitações de espaço. Isso fará você pensar duas vezes antes de escolher um carro e automaticamente dar mais valor ao dinheiro.  Para entrar em certos eventos, devemos estar na categoria de veículo requerida, como A2 ou B3.Correr em dois grupos de competições com o mesmo tipo de carro pode as vezes ser improvável e pode fazer que que você tenha de vender seu atual carro, mesmo contra sua vontade; O jogo cria todo tipo de regras para que você deseje dinheiro. Quanto melhor a posição em uma corrida, melhor sua recompensa.
Com o mesmo dinheiro você poderá investir em seu visual em roupas de gosto duvidoso, cirurgias, tunning….Ok, vamos dar uma parada pra falar nessa tal cirurgia.
Nestas clinicas que podemos alcançar em certos pontos das cidadezinhas nas ilhas, visitamos uma doutora que literalmente vai enfiar a faca em ti. A modo grosso podemos dizer que você poderá alterar as características do seu personagem. Uma pena que isso fique restrito somente ao rosto. Mas a parte mais interessante é que após a cirurgia você terá que ficar com a cabeça enfaixada por uma hora em tempo real. Em todas as corridas seu personagem estará com a cara de múmia. Isso fica mais interessante se você estiver interagindo online, pois é possível comprar clubes para reunir jogadores na sessão atual: um grande espaço onde podemos usar nosso personagem em primeira pessoa. Ali podem nascer clans, partidas, apostas trocas de veículos, enfim…
O jogo pode ser tratado como um MMO, pois além da liberdade no mapa e jogadores vagando para todos os lados procurando desafios, temos pontos de experiência. Em várias categorias. Você pode desenvolver na categoria de explorador do mapa assim como pode desenvolver na carreira em Singleplayer ou na categoria de comprador de roupas e carros. Ao cruzar com  um outro jogador humano você pode apertar um botão para chamar para algum desafio e cabe à outra parte aceitar ou não.  Uma coisa muito bacana é que o jogo possibilita que criemos nossas próprias corridas. Basta distribuir checkpoints ordenados onde desejar no gigantesco mapa e salvar. Esses mesmos desafios podem ser postados no clube que falamos agora pouco.
Agora se você é um jogador mais solitário, vamos  voltar para o modo singleplayer, lembrando que ambos modos estão bastante misturados. No mesmo mapa em que temos desafios multiplayer espalhados podemos encontrar desafios singleplayer dividindo a cena. O caminho das perdras no modo para um jogador basicamente consiste em tirar carteiras em escolas especializadas. Cada uma especializada em uma categoria de veículo. Espere escolas para carteiras somente de carros sport assim como escolas para carros baseados em off-road. Tirar a carteira garante que você participe de pequenas competições que rendem uma quantidade razoável de dinheiro. Essas pequenas competições são grupos de corridas em várias modalidades mas sempre na mesma categoria de veículos para qual você tirou a carteira. Após terminar alguns grupos dessas pequenas competições podemos rodar em campeonatos importantes, principalmente porque vão garantir uma baba de grana e a humilhação dos seus rivais na tosca história e a sua subida social. Após tanto vencer em Ibiza partimos para a muito maior Hawaii.
Para que cada lugar do jogo seja alcançado quando estamos falando de algo fora das competições, como cabelereiros, cirurgiões e lojas de carros, temos que pelo menos ter passado em frente ao estabelecimento uma vez para que descubramos o lugar. Toda estrada em que você passa, no mapa ela tornará a ficar pintada em ciano, indicando que foi um pedaço de chão descoberto, isso está valendo como experiência na categoria de explorador. Você pode acessar o mapa e pular instantaneamente para qualquer lugar que já esteja colorido por ti. Pistas off-road são pintadas em amarelo. Agora, se você nunca passou naquela rua em que abriu aquela corrida ou escola de motoristas, você terá de acionar o GPS: marcar o local desejado e ir dirigindo até lá. Acredite, é uma tarefa prazerosa tendo em vista a bela paisagem do jogo.
A geografia do jogo espanta. Num campeonato decisivo em Ibiza demorei uma hora em tempo real para dar uma volta na ilha. Foi maravilhoso. Esta primeira ilha tras tons mais amarelados, campos de trigo. toques medievais saturados pelo tempo, estradas retas e longas, fazendo do jogouma deliciosa viagem no melhor estilo Ourtrun. Depois vem a monstruosas Havaii, podendo fazer inveja ao pessoal da Rockstar quando o assunto é quantidade de mundo aberto. Resolvi brincar e dar uma volta completa em Hawaii. Demorei 3 horas reais para completar e foi como se eu estivesse lá realmente. Reconheci as lindas paisagens do seriado de Lost (a fileira de montanhas cujo o pessoal do seriado certa vez jogava golf para passar o tempo). E descobri que na frente destas montanhas realmente tem um campo de golf num sitio. Entrando e saindo em cidades, a complicada highway da parte metropolitana da ilha e isso tudo atravessando dia e noite. Vai para meu album de memórias gamers. Fazia tempo que brincar a preço de nada num jogo não era tão recompensador. Moro em cidade praiana, é linda, deveria estar cansado disso, mas este jogo é um caso onde potência gráfica é usada de modo modesto mas com um cuidado tão minucioso neste ponto que o resultado não poderia ser melhor.
Além disso podemos contar com outras atividades divertidas como caçar os carros quebrados nas ilhas. Em cada distrito temos um número de calhambeques quebrados, jogados entre matagais ou areais. Muitas vezes eles podem se esconder nas matas, pois o jogo é cem porcento aberto e não está nem aí para estradas se você não se importar com o comportamento do carro em terrenos ruins para rodar. Catar todo um grupo desses carros garante um carro exclusivo na sua coleção.
Vamos falar um pouco sobre as coisas ruins do jogo.
A física é de desapontar qualquer jogador de corridas. Muitos não perdoam este fato e já taxam o jogo de perdedor. Os carros realmente parecem pesdos como deveriam ser, ao contrário de muitos jogos mas o comportamente deles em batidas é frustrante. Ao menos temos alguns danos convincentes, mesmo que sejam extremamente localizados e que por isso enjoem rápido. No começo o jogo pode desapontar bastante também nos controles, pois são oferecidos carros com direção extremamente dura, fazendo as vezes o jogador pensar que os próximos carros poderiam até melhorar mas não muito mais que aquilo. Errado, e esse é um bom motivo para querer comprar outros carros. Para se ter uma idéia no início temos que dar freadas em que lembram a Formula One: quase levando o carro a parar em certas curvas. Na verdade é um jogo que mistra demais arcade com simulador e isso pode pescar os jogadores errados para jogar TDU II.
Mas e as corridas? Que tipos de corridas eles oferecem? Bem, vamos citar algumas:
A tradicional corrida com voltas, e como a geografia de TDU é a que é, contamos com voltas em cidades, condados ou montanhas (no caso do off-road); A corrida de ir de um ponto ao outro, sem voltas; A corrida com eliminatórias. O último corredor é eliminado em cada volta. Eu achei que algumas dessas corridas ficaram grandes demais. Por exemplo temos corridas com 8 competidores e uma volta enorme; Corrida contra o tempo. No esquema Colin McRae, você correrá em setores onde cada curva bem feita importa, Se o tempo está vermelho na fim dquela seção, melhore seu tempo, se está em verde, mantenha. Saia da pista e ganhe punições com segundos a mais no seu relógio. Sem duvidas é o modo mais difícil do jogo, mas descer encostas à toda é emocionante; Corrida onde após certa velocidade, você ganhará pontos constantemente e quanto mais rápido o carro está, mais pontos rapidamente são gerados. As curvas e tráfego servem pra atrapalhar sua velocidade e bater faz com que você pare de ganhar pontos e só volte a obte-los após alcançar a velocidade estipulada pelo jogo.Além disso temos missões ao estilo Driver, que podem ser aceitas indo até algum local do mapa indicado pelo símbolo de uma bomba, que é uma pessoa precisando de algum favor. Mas entre essas várias bombas espalhadas no mapa, cada uma terá um tempo para estourar, ou seja, sumir. Chegue lá a tempo, aceite e passe. Podemos chamar essa parte de side missions nesse MMO.Sua residência comprada (são as mais belas e até iates podem ser barganhados) não só serve pra guardar carros mas também para assistir a TV TDU, num sistema parecido de Forza e GT5 que você já deve conhecer. Conexão online requerida. Além disso terá acesso à dados completos sobre seu progrsso no jogo.Test Drive Unlimited II é uma experiência rica, jogo completo e cheio de opções. O quê atrapalhou nele foi a falta de capricho na parte técnica, que fz de cara o jogador leigo taxar o jogo negativamente. Vale a pena se aprofundar neste mundo.

 

 

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