The Conduit
[gameinfo title="FICHA TÉCNICA (clique aqui para ver)" game_name="The Conduit" developers="High Voltage Software" publishers="Sega" platforms="Nintendo Wii" genres="FPS (First Person Shooter)" release_date="23 de Junho de 2009"]
Muito hype foi feito com o anúncio de The Conduit, FPS da High Voltage Software exclusivo para o Wii. Alguns dos motivos para tal hype, era pelo console não ter um bom FPS até aquela época (Metroid Prime 3: Corruption já existia, porém era classificado como jogo de aventura) ou até mesmo pelas promessas da produtora, como controles customizáveis e gráficos de qualidade para a plataforma. Publicado pela Sega, The Conduit foi lançado em 2009 e foi razoavelmente bem recebido, mas será que atualmente é um bom negócio investir no título ?
The Conduit conta a história do agente Michael Ford, contratado por uma organização secreta chamada Trust para investigar a invasão de um misterioso vírus chamado “The Bug” e descobrir quem está por atrás dos ataques alienígenas na Washington DC (supostamente, o responsável é um terrorista chamado Prometheus). Há reviravoltas na história, que é uma das melhores partes do jogo (mostrando uma certa tendência a priorizar enredo em games do gênero), a High Voltage Software se inspirou em “Arquivo X” para criar a trama de conspiração do seu FPS, mas nem tudo são flores. Não há cutscenes, todo o enredo é contato através de textos ou até mesmo durante o game, com mensagens alienígenas nas paredes ou pelos rádios espalhados pelos cenários, que dão pistas importantes sobre a história. Quem não der importância a esses pontos, certamente vai pensar que o game é sobre alienígenas malvados que saem de portais (no caso, os Conduits), como li em muitas análises por aí.
E os gráficos, eram tudo o que prometeram? Sim e não. A engine usada (Quantum3) foi criada especificamente para Wii, garantindo que efeitos como bump mapping, reflexão, refração, brilho e detalhes de mapeamento sejam implementados no jogo. Antes de The Conduit muitas empresas lançavam games com cara de PS2 para o console e um game desses vindo de uma empresa pequena, acabou resultando em games melhores, feitos por grandes produtoras, como a adaptação de Call of Duty: Modern Warfare, que chegou ao Wii em 2009, meses depois de The Conduit. Hoje o game não compete com os melhores representantes do gênero no console (nem mesmo visualmente) mas seria justo dizer que o gênero no mercado do Wii se divide em antes e depois de The Conduit.
Os controles 100% customizáveis viraram padrão em qualquer outro game do gênero que fosse lançado no Wii. Você pode mexer em simplesmente tudo; há ajuste detalhado da Dead Zone, rotação de câmera, velocidade do personagem, sensibilidade da mira, sensibilidade dos sensores de movimento (balançar o Nunchuck para tacar granadas, movimentar o Wii Remote pra frente para Melee Attack ), posição do HUD na tela ou simplesmente elimina-lo e até mesmo o layout dos botões. Tudo isso virou padrão no console, até mesmo no port de Modern Warfare, lançado meses depois, mostrando a importância do título para o gênero no mercado do Wii.
Parece tudo perfeito ? Seria, se o game não fosse tão genérico. Há grandes falhas de level design, o jogador vai se sentir fazendo a mesma coisa o tempo todo, passando por corredores e atirando em tudo o que aparecer pela frente. Ou em alguns momentos, destruir a máquina de respawn, a grosso modo (os Conduits), para seguir em frente. Há um acessório chamado ASE (All-Seeing Eye), que permite escanear objetos e achar lugares secretos pelos cenários, quem teve essa ideia livrou os jogadores do tédio, porém é tão pouco usado que se torna irrelevante. Não há boss battles ou simplesmente algum momento memorável durante a campanha principal, você passa o tempo todo por ambientes fechados e lineares, ativando mecanismos com o ASE e atirando em clones. Não adianta criar uma boa engine para mostrar paredes. Mais defeitos incluem seu modo multiplayer online, que apesar o suportar o acessório Wii Speak, foi invadido por hackers desde a primeira semana do lançamento.
A trilha sonora não é muito memorável, mas as dublagens ao menos são boas. Mr. Ford é dublado por Mark Sheppard, John Adams (da organização Trust) é dublado por Willian Morgan Sheppard e o antagonista Prometheus por Kevin Sorbo. Nomes não muito conhecidos provavelmente, mas competentes. Nenhuma das vozes estão presentes na sequência, Conduit 2.
Se eu recomendo The Conduit ? Pergunta difícil. Seus gráficos foram superados, seus controles copiados, o multiplayer não funciona mais e o level design parece ter saído de um FPS dos anos 90. Recomendado para fãs da franquia ou para os jogadores de Conduit 2, que estão interessados no início da história. Para quem se arriscar, há um tímido sistema de Archivements (que também foi melhorado, na própria sequência, lançada em 2011) para prolongar a vida do título, mas não espere nada impressionante.
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